sábado, 19 de junho de 2010

Dias de tédio.

Como é bom nesses dias melancólicos um bom livro, e Bob Marley tocando no som da sala. Acalma os nervos! Como meus amigos sabem, sou viciada em Agatha Christie, no momento estou lendo uma de suas muitas obras chamada Convite para um homicídio. O livro, em questão, trata-se de um curioso caso que se passa na cidade de Chipping Clegham, onde anuncia-se em um jornal um assassinato em Little Paddocks, propriedade de Letitia Blacklock, curiosos, todos os amigos dirigem-se para Little Paddocks com alguma desculpa qualquer, para saber realmente do que se trata. No começo parecia apenas uma situação divertida, ora, um convite para um homicídio, uma brincadeira um tanto estranha. As luzes se apagam, faz-ze um grande clarão e vejamos... A suposta vitima desta "brincadeira" é encontrada realmente morta! Quem acaba por desvendar todo o mistério é a simpática Miss Jane Marple, uma das melhores criações de Agatha Christie depois de Hercule Poirot, em minha humilde opinião, é claro.

É uma ótima sugestão, isso eu garanto. Mil beijos à todos.

****




Esquecimento


Não tive a serenidade esperada
Vindo do teu olhar gentil
Nem o último beijo frio...
Como nos dias de chuva.
Noite sem estrelas
Cabelos molhados.

Não tive tuas mãos entrelaçadas
Nas minhas,
A palavra eterna
Sequer me disse.
Esperei tão só pela última dança
Mas você não veio...

Tristes meses solitários
À sua espera
Tristes dias.
Triste coração,
Que não esquece e fantasia
A sua volta...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Garotos não choram

Continuação Cap. 11 - Páginas amareladas. Livro de um passado que não volta mais.




-Por que toda vez que eu chego aqui você está dormindo? -perguntou-me Gabriel, abrindo violentamente a porta, com uma energia um tanto excessiva.

-Acho que é de propósito. -respondi sonolento

-Estou começando a crer nisso!

-Gabriel... -falei engolindo seco.

-Fala amor... - respondeu ele distraído, mexendo em minhas gavetas.

-Preciso lhe falar.

-Então fale.

-Não é dessa forma. -disse levantando-me da cama.

-Não entendi. -falou olhando-me nos olhos com ar de dúvida.

-Não sei se posso... eu...

-Fale de uma vez, não gosto de rodeios. Vamos!

-Não te amo.

-O quê?

-Você ouviu. Não te amo.

-Como pode me dizer isso? -falou secamente

-Você insistiu!

-Você começou!

-Desculpa...

-Não, nunca! - falou ele afastando-se em direção à porta.

-Por favor!

-Me deixa em paz.

-Volta!

-Eu te odeio... -falou abrindo a porta devagar.

-Gabriel!

-Me deixa em paz, eu odeio você! -gritou e saiu, fechando a porta atrás de si.


Gabriel nunca mais me procurou, e eu também nunca mais o procurei. Não quis saber sobre o que fazia, ou em mesmo se estava bem. Achei melhor assim, achei melhor para nós dois.


Depois que terminei meu namoro com Gabriel, senti como se pudesse respirar melhor, era como se tirasse um peso das costas, mas ele era o único que me entendia e que cuidava de mim na medida certa. Era perfeito. A sua pele, os seus cabelos, os seus olhinhos negros como uma noite sem luar, não saiam de minha cabeça e mergulhando em minhas mais remotas reminiscências, era ele que me tirava o sono, ele e Joe.


Os beijos de Joe, os carinhos de Gabriel. Chorei... lembrando-me das palavras que Joe me dizia quando eu chorava por ele: "Garotos não choram, amor... não chore." Escrevi um poema triste e vazio. Senti-me só, desamparado. Joe fazia falta, Gabriel fazia falta e de repente eu não sabia mais o que sentia, nem a quem amava.


Encontrei um retrato de meu primeiro amor no meio das folhas de um livro antigo, de Shakespeare, que ele mesmo havia me dado. As folhas estavam amareladas pelo tempo... e havia uma rosa entre elas... E eu chorei...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Garotos não choram

Continuação Cap 11- Páginas amareladas. Livro de um passado que não volta mais.



A tarde era fria e cinza, senti-me sozinho, triste. Não que realmente estivesse, mas algo em mim se sentia distante... Era como se as coisas perdessem o gosto, o cheiro, a cor. Estava cansado de tudo: de atenção, de carinhos, de beijos e abraços. Casando de todas as pessoas a minha volta, e de todos os rumores sobre minha saúde. Cansado de cuidados excessivos. Sufocado e sobrecarregado. E o peito ainda doía. Minhas 0s estavam ásperas, e minhas pernas obedeciam com dificuldades ao comando de meu cérebro, devido a tanto tempo sem andar, apenas deitado em uma cama de hospital sem me mexer ou me pensar em qualquer coisa.

Era uma tarde de quarta-feira, um meio de semana um tanto frio e sem graça. Estava pensando em algo para escrever, sentindo que se talvez, escrevesse algo de bom para as pessoas, fizesse algum tipo de bem para a humanidade caso eu morresse, ou entrasse em coma e nunca mais acordasse... Coisas desse tipo. Mas simplesmente não conseguia pensar em nada. Talvez escrever sobre minha vida, e sobre minha maneira de enxergar as coisas ( pelo menos até agora), seria uma boa ideia. Resolvi tentar.

Fiz um esforço mental sobrenatural para me lembrar dos mais remotos detalhes, e quando lembrava de tudo, escrevia com empolgação, tanto que depois de algumas horas ao invés de cinco ou seis linhas iniciais, eu tinha dez páginas inteira apenas de minha vida, minhas conquistas, minhas ansiedades, minhas derrotas, meu temores.

O rosto de Joe não saía de meus pensamentos, o som de sua voz parecia ecoar em meus ouvidos como uma melodia que soa baixinho, longe em um rádio qualquer numa noite chuvosa... Adormeci...



Continua...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

De volta

Olá pessoas, agora faço a promessa (a promessa verdadeira), de nunca mais passar tanto tempo sem postar.
Por enquanto, ou melhor, hoje, vou apenas postar o meu ultimo poema.

Mil beijos à todos!



Meu medo

Quando eu sinto dor
O mundo sorri
E se eu chorar
Nem mesmo me vêem

Não há razões
Não há motivos
Para o meu existir.

Quando meu peito dói
O perfuram mais e mais
E se preciso de ti
Você me trai.

Eu tenho um sonho que ninguém vê
Uma solidão que os meus amigos não substituem.
E tenho também uma falta que nem sei
Tenho um medo, um pânico,
Uma vontade que não se cumpre
Um sentimento cruel,
Divino.
Um tormento inconfessável.

Eu tenho um medo que ninguém vê.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Oi pessoas!!!

Depois de uns milhões de anos meio sumida (ok, totalmente sumida), resolvi voltar e dar-lhes notícias, isto não é ótimo?! Pois bem, estive praticamente em um retiro espiritual de blogs ¬¬. Nada como um bom tempo fora para botar a s ideias em ordem e... organizar tudo oO. Esse tempo meio sumida foi muito bom para mim, já que passei muito tempo pensando em como terminar Garotos não choram, e trago-lhes uma boa notícia! Mudei o rumo da história e terminei tudinho! Finalmente fiz o dever de casa xD.

Bom No rumo que eu pretendia dar a Garotos não choram, o Nick se curaria rapidamente de seu ferimento a bala e voltaria para Gabriel. Os dois viveriam um belo romance e seriam felizes para sempre. Mas isso aqui não é um conto de fadas então vou tornar a história o mais deprê possível ^^. Bom é isso. Mil beijos =D


****




Continuação Cap. 11 - Páginas amareladas. Livro de um passado qua não volta mais.


Abri os olhos feliz por estar de volta em casa. Era a primeira noite em muito tempo que eu não dormia no hospital, e não tinham enfermeiros a noite inteira e nem agulhas em meu corpo. Eu comia do jeito que queria e não podia nem ouvir a palavra sonda, que entrava em pânico. Minha boca estava seca, ninguém havia acordado ainda eram apenas seis da manhã. Os pássaros não cantavam em minha janela, parecia que tinha se cansado já que havia passado tanto tempo fora, mas isso não me incomodava o que me incomodava era o fato de estar com dores no peito, de repente parecia estar distante... Não acordei mais naquela manhã.


Quando finalmente despertei, deitado em minha cama com o poster do Marilyn Manson em meu teto olhando para mim, imaginei que não estivesse mais em minha casa, mas apenas não notara que ele ainda existia lá. Gabriel estava deitado no tapete com um disco da Janis Joplin na mão, ri daquela cena e tentei me levantar.

-Amor, acorda. - chamei-o, mas ele não acordou. -Amor acorda!
-O que... -falou ele ainda sonolento-. -Como você está? Dormiu a manhã inteira. Parecia que estava morto!
-E não estava?
-Para de bobagem, sua mão foi no quarto me acorda quase morri do coração.
-Ta dormindo em minha casa? -perguntei assustado.
-Sim... Algum problema? - ele respondeu surpreso.
-Nenhum, mas achei que minha mãe não gostaria disso.
-Acho melhor ir se acostumando. Quero que você vá morar comigo!
-Você está doido?! -falei assustado.
-Não estou não... Vou fazer dezoito anos... E tenho dinheiro para comprar nossa casa.
-Vou pensar no assunto.
-Promete?
-Te amo! -falei beijando-lhe os lábios.
-Eu também te amo... muito...


****


Continua...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um coração apaixonado...

Olá pessoas. Estive fora do ar por uns tempos, meditando e pensando em algo útil para postar. Então Veio a ideia: POEMAS!
Só hoje escrevi dois! É... Não é fácil segurar um coração apaixonado...

Bom, consegui passar para o terceiro ano *-*, estou super feliz, muito, muito, muito feliz mesmo!!! Vocês não entenderam, estou MUITO feliz xD.

E é isso, vamos aos poemas agora, que por um acaso como a maioria de mais poemas, não possuem título algum. Devo ter algum problema com títulos, não consigo atribuí-los a nenhum de meus poemas o.õ.

****


Em tão pequenos cruéis pedaços partistes
Como que com punhais pelas costas apunhalado
Furaste os olhos que hoje são tão tristes
Roubaste a ilusão do coração amado.

Mentiu-me um sonho de amor eterno
Em vã verdade que meu ser implora
Brincou no amor de um coração sincero
Na dor que hoje em minh'alma aflora

Cruel verdade de existência humana
Sabor de sangue entre dor e riso
Talvez a morte, entre nós soberana;

Triste conceito de final juízo
Acabe a dor e por fim engana
O coração que de teu amor preciso.


****



Pobre de mim que tantas vezes chorei
Que em seu agrado tantos amores perdi
Por esperar-te, tantas noites velei
E por amar-te muito tempo sofri.

Por seu carinho mendiguei tão só
Ou tão somente o seu desprezo enfim
Para que agora reduzisse em pó
Ou desejas-te a indiferença em mim.

Quando em tão cruel desprezo o desamor
Lançar-te o ódio que por mim sentistes
E em contentamento louvarei sua dor

Talvez conforte o coração tão triste
Não restará bondade ao seu favor
Nem amor em mim que jamais vistes.



Beijos Mil o/*

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Caros amigos, venho aqui hoje apenas para não passar tantas semanas sem postar. Não trago novidades, exceto o fato de eu estar totalmente viciada em Michelle, dos Beatles ^^.Mas fora isso, nada esteve fora da normalidade normal ( xD ) dos fatos interessantíssimos de minha vida. Então, estou aqui apenas para potar mesmo^^.
Mil beijos à todos o/*





Michelle - The Beatles

Michelle, ma belle.
These are words that go together well,
My Michelle.

Michelle, ma belle.
Sont les mots qui vont très bien ensemble,
Très bien ensemble.

I love you, I love you, I love you.
That's all I want to say.
Until I find a way
I will say the only words I know that
You'll understand.

Michelle, ma belle.
Sont les mots qui vont très bien ensemble,
Très bien ensemble.

I need you, I need you, I need you.
I need to make you see,
Oh, what you mean to me.
Until I do I'm hoping you will
Know what I mean.

I love you.

I want you, I want you, I want you.
I think you know by now
I'll get to you somehow.
Until I do I'm telling you so
You'll understand.

Michelle, ma belle.
Sont les mots qui vont très bien ensemble,
Très bien ensemble.

I will say the only words I know that
You'll understand, my Michelle.





Tradução:



Michelle, minha linda.
Essas são palavras que vão bem juntas,
Minha Michelle.

Michelle, minha linda.
São palavras que vão muito bem juntas,
Muito bem juntas.

Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
É o que eu quero dizer.
Até eu encontrar um meio
Eu vou dizer apenas palavras que eu sei que
Você irá entender.

Michelle, minha linda.
São palavras que vão muito bem juntas,
Muito bem juntas.

Eu preciso de você, eu preciso de você, eu preciso de você.
Eu preciso fazer você ver,
Oh, o que você significa para mim.
Até que eu o faça eu espero que você irá
Saber o que eu quero dizer.

Eu te amo.
Eu quero você, eu quero você, eu quero você.
Eu acho que você sabe agora
Eu vou chegar a você de algum modo.

Antes disso estou falando, então
Você irá entender.

Michelle, minha linda.
São palavras que vão muito bem juntas,
Muito bem juntas.

Eu vou dizer apenas palavras que eu sei que
Você irá entender.
Minha Michelle